Eu já tinha desistido de autobronzeador uma vez por todas.
Dois tentativas anteriores, dois desastres:
um me deixou com as canelas tipo cenoura cozida,
o outro pintou meu lençol branco de marrom
e o meu marido quase me matou.
Então quando a Cristiane apareceu no elevador com aquela cor...
Cristiane é enfermeira. Neurótica com o que passa na pele.
Foge de qualquer coisa com cheiro de químico.
Nunca indica nada.
Ela chegou em pleno mês de junho, em São Paulo, sem ter saído da cidade,
com uma cor de quem tava voltando de Maragogi.
Eu olhei e falei: 'Cris, para. O que você fez?'
Ela riu e disse baixinho:
'Passei uma loção transparente antes de dormir. Acordei assim.'
Cheguei em casa, abri a embalagem com aquela desconfiança de quem já se ferrou antes.
Espremi na mão e o primeiro choque:
é transparente de verdade.
Tipo hidratante comum. Zero cor, zero tinta escorrendo.
Passei na perna direita só pra testar.
Espalhei em 2 minutos como se fosse creme.
Secou rápido, sem aquela pegajosidade horrorosa.
Cheiro suave de coco — nada de químico raspando o nariz.
Coloquei calça branca em seguida.
Testando o limite mesmo, na cara dura.
Fui dormir em lençol claro.
De manhã, abri a cortina e fiquei encarando minha perna direita do lado da perna esquerda.
Parecia outra pessoa.
Dourada. Uniforme. Sem listra.
Sem aquele tom alaranjado de Sabrina dos anos 2000.
Lençol limpinho. Calça branca limpinha.
Foi aí que eu entendi o que a Cristiane tinha achado.
Depois de 3 semanas usando todo dia, esses são os 7 motivos que me fizeram nunca mais largar esse pote — e já indicar pra umas 6 amigas que vieram me cobrar o nome:

Esse é o pulo do gato de tudo. Diferente daqueles autobronzeadores marrons que você passa achando que tá uniforme e acorda com listra de zebra, o Bronzê vai como hidratante claro. Você vê exatamente onde passou, onde esqueceu, onde precisa retocar. Adeus tornozelo manchado, adeus joelho mais escuro, adeus aquela listra horrorosa atrás do braço. É a primeira vez na minha vida que eu apliquei autobronzeador sem me sentir uma apostadora.

Passo antes de dormir e acordo bronzeada. Ponto. Não é aquele bronze artificial que grita 'usei autobronzeador'. É um tom dourado natural, como se eu tivesse passado o fim de semana inteiro na piscina. Minha irmã achou que eu tinha fugido pro litoral escondido dela. Eu só sorri.

Como não tem corante nem bronzer instantâneo, ele simplesmente não suja tecido. Passei, coloquei pijama branco, dormi em lençol branco, acordei com tudo intacto. Meu marido nem percebeu que eu tinha passado nada — até eu abrir a cortina de manhã e ele quase ter um treco com a minha cor.

A cor não vem de tinta química. Vem de DHA de origem vegetal, extraído da beterraba, sem red 40, sem corante azul, sem parabeno, sem nada que a Cristiane (enfermeira, neurótica com pele) não aprovaria. Nossa pele é o maior órgão do corpo e absorve tudo que a gente passa nela — e esse aqui foi feito pensando nisso. Eu passo com a consciência completamente limpa.

Karité, óleo de coco, aloe vera, chá verde na fórmula. Então além de bronzear, é um creme de tratamento. Minha pele tá mais macia agora bronzeada do que tava antes só com hidratante comum. Meu marido passou a mão na minha perna outro dia e perguntou o que eu tava fazendo de diferente. Eu nem sabia por onde começar a explicar.

Sem esperar 40 minutos no banheiro pelada esperando secar. Você passa como hidratante, espera 2-3 minutos e já tá liberada pra se vestir e seguir a vida. Eu passo enquanto escovo os dentes antes de dormir. É o autobronzeador de mãe ocupada — e de qualquer mulher que não tem tempo a perder.

Eu gastava R$ 80 por sessão de bronze artificial, fazia 4 sessões pra ter resultado: R$ 320 por um bronze que descamava em uma semana. Esse pote me dura mais de 2 meses usando 2x por semana, e o bronzeado fica bonito por até 7 dias antes de precisar reaplicar. É o tipo de coisa que eu olho e penso 'por que eu não comprei isso antes?' — e torço o nariz pra mim mesma de raiva do dinheiro jogado fora.
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